quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Que tem o tempo a ver com meu tempo

Invernos que queremos. Frio. A chuva que cai e nos deixa mais transparentes. Não quero mais ser talhado pela felicidade dos dias limpos, da imposição do sorriso franco de um dia que remete a praia.

Do oceano só desejo a distância de tudo.
E seu azul que contrasta com o cinza interior.

Não podemos escolher como amanhece o céu. Vivemos o que a roleta do tempo disser. Reservas de agonias para o sol que aquece a desagradável corrente das monções. Esperamos o gelar de nossos instintos para que nos aproximemos do que somos.

Do sol aprecio os reflexos em janelas semicerradas. Raios que escapam à escuridão e formam linhas tontas em paredes brancas.

E esta é a razão de termos ambos. Sofrimento total é opção. Agruras sazonais são compulsórias. Somos escravos do tempo, e nossa emoção também.

Um comentário:

Carol Vicente disse...

Ok! É por isso que a gente se completa...
No frio, só sua escrita me é bonita. :*